Tem um pequeno negócio e quer fazer sua imersão no mundo digital? Saiba quais as opções e o que de melhor elas podem oferecer!

Mundo DigitalMuitas pequenas empresas tem sérios problemas na hora de colocar sua marca num ambiente digital, negócios que sempre existiram no “mundo físico” agora veem a necessidade de estar na internet: Bancas de jornal, padarias, serviços de bairro e ate pequenas empresas.

A primeira coisa a fazer é verificar se realmente sua empresa ou marca precisa estar na internet, e se você vai realmente ter tempo de utilizar e interagir com essa ferramenta. Se você, por exemplo tem um negócio e não tem tempo de olhar emails, responder mensagens e interagir com o seu público no ambiente digital, desista! Se vai abrir um novo canal de conversa com seu público, ele deve ser verificado sempre!
Outra coisa que precisa ser pensada é: A comunicação da sua marca/empresa esta preparada para interagir no ambiente digital? Sua empresa tem uma linguagem? Tem um estilo definido? Padrões de Cores e Tipologias?
Se não, antes de tudo é necessário que seja montada uma estrutura da marca, antes de pensar em sites, blogs, ou redes sociais.

Estrutura de Marca
Essa estrutura é a base de comunicação (interface) entre o seu trabalho e o receptor da mensagem. É a aparência geral de tudo que ele vai ver e como ele vai perceber a sua marca.
A estrutura se forma pelos elementos de marca. Logo, definição tipográfica, elementos, definições de cores e composições, etc.

Nisso incluímos a criação de todos os materiais gráficos dos quais sua marca irá se expressar e interagir com o público, como cartão de visitas, envelopes (se necessário), papel de carta (se necessário), assinatura de email, template de powerpoint (base para construção de uma apresentação) e etc.

A formatação da estrutura de marca na verdade compõe elementos que formam “regrinhas” para a composição de qualquer tipo de material gráfico, isso faz com que, por exemplo, quando você precisar desenvolver um folhetinho, um cartaz, em e-mail marketing ou qualquer material, você tenha unicidade na comunicação, ficando tudo num mesmo padrão gráfico.

Outra coisa que precisamos pensar é a “Estratégia” de transposição da sua marca para o mundo digital. Temos atualmente uma série de ferramentas disponíveis, cada uma delas tem vantagens e desvantagens quando comparadas entre si. É necessário que
sejam considerados vários aspectos como a sua disponibilidade para interagir com essas tecnologias, o grau de dificuldade que elas demandam e a abrangência que cada uma delas proporciona para escolher uma ou um conjunto delas que se relacionem
para formular sua presença digital.

Existem ferramentas puramente sociais, como o Facebook Twitter, e Blogs, existem sites construídos com base em Web 1.0 e sites construídos em base de Web 2.0.

Sites com base Web 1.0 são sites que servem puramente como um “folheto” virtual. Ele fica lá, acessível para todos e tem como função divulgar o seu “conteúdo institucional”. Hoje em dia sites com essa tipologia trabalhados de forma isolada dão um resultado menor, pois sem um investimento em divulgação seria como ter um “livro numa biblioteca”, você depende que o usuário te procure diretamente para que tenha alguma informação sobre você.

Ferramentas sociais como Facebook Twitter e Blogs permitem que você disponibilize conteúdo, e através desse conteúdo envolva seus “seguidores”. O conteúdo ai disponibilizado de forma gratuita funciona como propulsor para que os usuários conheçam seus produtos ou serviços.

Sites com base Web 2.0 tem um conceito um pouco diferente, vem com a premissa da disponibilização de conteúdo e capacidade do usuário poder interagir, compartilhar e participar de forma ativa e também são estruturas de disponibilização de conteúdo institucional. Funciona como uma junção da estrutura da Web 1.0 com vantagens das ferramentas sociais. O Site com base Web 2.0 tem fácil atualização (pode ser atualizado por um usuário comum com conhecimento básico, sem necessidade de conhecimento avançado em códigos para atualizar seu conteúdo). Com isso o site com base Web 2.0 esta sempre em constante mudança em relação a seu conteúdo. Nessa tipologia de produto, o usuário pode buscar as informações de seu interesse através de categorias já pré-formatadas (TAGS) e selecionar seu conteúdo de leitura e interação.

Depois do site com base em Web 2.0 foram criados diversas variações como possibilidade do usuário interagir com o site de forma dinâmica, tendo personalização de páginas por usuário (com conteúdo único por usuário) até chegar na Web 3.0 que esta em desenvolvimento atualmente utilizando semântica, onde o conteúdo disponibilizado ao usuário é filtrado por base de comportamento, porém esses desenvolvimentos demandam investimentos altos e somente são utilizados por grandes empresas pelo altíssimo investimento nessas tecnologias.

Bom… agora que já descrevi em resumo as ferramentas, vou citar aqui abaixo quais seriam as possibilidades mais populares.

Página no Facebook.

Uma página no Facebook não tem amigos, tem pessoas que “curtem”, e com isso se associam a pagina, tendo o conteúdo disponibilizado aparecendo diretamente no mural dos seguidores.
É uma forma fácil, barata e leva informação ao seu público de forma direta e funcional.
Tem como vantagem ser a de atualização mais fácil, rápida e a que permite maior engajamento.
Essa seria uma mídia a ser utilizada para “Disponibilização de Conteúdo”, e através do conteúdo disponibilizado, os usuários iriam conhecer os seus produtos e serviços e entrar em contato.
A ideia de ter uma página do facebook é que você publique com alguma periodicidade artigos interessantes sobre as áreas que você trabalha, que envolvam o público e os incentivem a compartilhar a mensagens a seus amigos. Também é uma plataforma muito fácil de divulgar e disseminar links de outras matérias relacionadas a sua área ou notícias.
A publicação em páginas é tão fácil quanto escrever uma publicação num perfil de usuário comum do facebook e quando as pessoas “curtirem” sua página, receberam em seu mural todas as publicações efetuadas.
Qualquer um pode se associar com a página, e desvincula seu perfil (pessoa física) de relações profissionais… não existe limite de pessoas que podem curtir uma página.
Um ponto negativo é que seu conteúdo fica restrito a rede social, por exemplo, se você fizer uma publicação de um artigo e alguém procurar por esse artigo (ou por palavras relacionadas) no Google, por exemplo (meio mais comum de busca de informações atualmente), não vai achar nada. A pessoa só vai ver seu conteúdo se curtir sua página ou se algum de seus amigos compartilhar algo que viu na sua página. Outro ponto negativo é que existem poucas possibilidades de personalização. Outra desvantagem é não poder ter uma estrutura fixa para demonstrar conteúdo “institucional” de sua empresa. Essa informação pode ser colocada como uma publicação, mas não fica tão fácil de ser achada como num site normal.

-Vantagens: Muita Facilidade de Atualização, a informação chega diretamente aos seus seguidores. Proporciona compartilhamento de informação entre amigos e interação com o conteúdo. Tem baixíssimo custo de implementação e nenhum custo de manutenção.

-Desvantagens: Suas publicações podem “desaparecer” no meio de tanto conteúdo disponibilizado por tanta gente. Tem baixa atratividade estética pois é pouco personalizável. Seu conteúdo não é computado por sites de busca como Google e fica restrito a esta rede social.

Exemplo: Facebook ToyCare

Blog

O Blog é uma ferramenta de disseminação de conteúdo, foi criado para funcionar como um diário digital, onde as pessoas se cadastram ou entram para ler o conteúdo disponibilizado.
Nele você pode publicar artigos com conteúdo relevante e envolver o público para que conheçam seus serviços ou produtos.
Também é possível que o leitor interaja com a publicação, fazendo comentários e compartilhando o conteúdo em redes sociais.
Aqui temos uma possibilidade de personalização maior que o de uma página do Facebook, por exemplo. Podemos também criar categorias para que o público escolha o conteúdo a ser mostrado.
A disponibilização de conteúdo também é fácil, funciona como enviar um e-mail por webmail, um pouco mais complicado que uma publicação do facebook, mas ainda bem fácil. Tem também a desvantagem de não poder ter uma estrutura fixa para demonstrar
conteúdo “institucional” de sua empresa. Essa informação pode ser colocada como uma publicação, mas não fica tão fácil de ser achada como num site normal, embora pela possibilidade de criar categorias seja um pouco mais organizada que no facebook, por exemplo.

Nessa ferramenta as pessoas podem cadastrar um email e receber as atualizações diretamente em sua caixa postal, 1 vez por dia, por exemplo. Isso é uma vantagem em comparação ao facebook, pois os emails recebidos provavelmente serão lidos enquanto uma postagem no facebook pode-se perder em meio a outras milhares de publicações de páginas e atualizações de status dos amigos.

Essa ferramenta tem uma grande vantagem em comparação ao facebook, as informações armazenadas ficam disponível para buscar através de mecanismos como o Google, quanto mais particular o assunto, ele aparecerá em primeiro na busca, por exemplo se eu escrever um artigo falando sobre “as particularidades da procriação dos cachorros albinos da malásia” e alguém for no Google e pesquisar “Procriação cachorros malásia”, vai achar meu artigo em primeiro lugar…

-Vantagens: Facilidade de Atualização, a informação chega diretamente aos seus seguidores por email. Proporciona compartilhamento de informação em redes sociais e interação com o conteúdo. Conteúdo disponível para busca no Google. Tem baixo custo de implementação e nenhum custo de manutenção.

-Desvantagens: Tem baixa atratividade estética pois é pouco personalizável. Não é tão fácil de compartilhar a informação quanto o facebook, As pessoas tem que ir até o blog para ler ou cadastrar seu email para receber o conteúdo.

Exemplo: http://www.liveinformationnews.com

Site com base Web 1.0

O Site com base Web 1.0 funciona como um “folheto” da sua marca na internet. Demonstra todos os seus serviços mas não tem plataforma para disseminação de conteúdo constante, isto é: uma vez feito, vai ficar desse jeito por um bom tempo.
Por exemplo, você não pode publicar um artigo em seu site. Ele é feito somente para divulgar seus produtos e serviços, mostrar algum conteúdo e seus contatos.
Não permite interação do usuário de nenhuma forma. O usuário funciona de forma totalmente passiva, podendo apenas “ler” o conteúdo e entrar em contato por e-mail ou telefone.
É a forma como a internet foi criada e como a maioria das empresas trabalhava nos últimos 20 anos…
Permite alta capacidade gráfica. Pode ser feito em qualquer formato e esteticamente é a forma mais atrativa. Se o objetivo é apenas ter sua marca na internet descrevendo em detalhes seus produtos e serviços, sem disponibilizar conteúdo constante, é a forma mais indicada. Porém esta tipologia de ferramenta proporciona baixo engajamento do usuário, pois ele só irá procurar o site quando estiver procurando diretamente o produto ou serviço, nunca será levado lá por um conteúdo de um artigo e depois disso, se interessará pelo produto e serviço.
Como o conteúdo no site em si sera menor do que o conteúdo de um blog, por exemplo, ele aparecerá num “ranking” abaixo nas buscas do Google por exemplo. No Google quem tem mais conteúdo e mais acesso aparece na frente, por exemplo se no seu site tiver um descritivo de um produto, e um usuário no google procurar uma palavra do seu descritivo de produto, seu site será listado, mas la pela página 3000 do google… antes de você aparecerá todas as páginas que utilizam aquela palavra e que tem mais conteúdo, porem se o usuário fizer uma busca mais específica, que tenham varias palavras de seu texto descritivo de produto, provavelmente sua página aparecerá numa posicao melhor.
Nessa tipologia de site, a programação é muito específica, então cada vez que é necessário uma mudança no site, é necessário um webdesigner para faze-lo (a cada atualização, existe um custo)

– Vantagens: Baixo/Médio custo de implementação, alta capacidade gráfica, conteúdo disponível para busca no Google.

– Desvantagens: Pouco engajamento do usuário, menor “ranking” comparado ao blog, custo mensal de hospedagem (aproximadamente R$ 20 por mês), a cada atualização existe um custo. Não possibilita interação do usuário.

Exemplo: http://belailha.com

Site com base Web 2.0

Essa tipologia de ferramente une a possibilidade de disponibilização de conteúdo institucional dos sites com base web 1.0 com a possibilidade de publicações de artigos como um Blog dentro do próprio site, mantendo todas as características do blog de interatividade do usuário e compartilhamento de mídias sociais.

Permite menos flexibilidade na capacidade gráfica que o site com base web 1.0, mas mais opções que o blog em si. São também atrativos visualmente e são construídos sobre uma plataforma que permite alterações e criação de artigos pelo próprio usuário (com nível de dificuldade média), sem necessidade de um webdesigner.
Seu conteúdo é disponibilizado em ferramentas de busca como o Google e o usuário que entrar para ler um artigo, por exemplo, pode ver todo conteúdo institucional também. É uma evolução de sites com base web 1.0 misturados com ferramentas sociais.
Permite que uma publicação feita internamente no site, feita pelo próprio usuário, seja disponibilizada em outras ferramentas sociais como uma página no facebook.
Como esta página tem o conteúdo institucional + conteúdo gerado (artigos, por exemplo), ela aparecerá com vantagem em ferramentas de busca. Quanto mais conteúdo, mais exposição.

– Vantagens: Médio custo de implementação, média capacidade gráfica, conteúdo disponível para busca no Google com vantagem.

– Desvantagens: Custo mensal de hospedagem(aproximadamente R$ 20 por mês), exige conhecimento médio para atualizações do usuário.

Exemplo: http://www.lantindesign.com.br/



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