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A análise de mercado é um ponto importante para o seu negócio.

Neste assunto nós temos 3 tópicos a serem analisados: o cliente ou público-alvo, os concorrentes e os fornecedores.

CLIENTES OU PÚBLICO-ALVO
Então vamos para o primeiro item: estudo do público-alvo.
Esse é um ponto fundamental nos negócios, pois sem clientes, não existe empresa.
Você precisa conhecer muito bem para quem vai oferecer seu produto ou serviço. Em muitos casos, existe mais de um segmento de público-alvo. Lembre-se de elencar aqueles que considera mais importantes. Certamente, quanto mais souber sobre seus clientes potenciais, em melhor situação você estará.

Para conhecer seu público-alvo, você pode contratar uma empresa especializada em pesquisa ou fazer você mesmo, aplicando questionários estruturados, fazendo entrevistas ou mesmo observando atentamente seus concorrentes.

Para compreender melhor seus clientes, siga os passos a seguir e tente responder as perguntas.
Primeiramente você tem que identificar as características gerais do cliente:
· Se o seu cliente é pessoa física saiba qual a faixa etária e o sexo dele?
· Qual a renda familiar?
· Qual o tipo de trabalho do cliente?
· Qual o tamanho da sua família?
· Onde moram e qual sua escolaridade?
· Se o seu cliente é pessoa jurídica, ou seja, seu público-alvo são empresas, é importante saber em que ramo atuam e que tipo de serviços e produtos oferecem.
· Quanto tempo está no mercado e quantos empregados tem?
· Possui filiais ou é franquia?
· Qual a sua capacidade de pagamento?
· Como é sua imagem no mercado?

Respondidas essas perguntas, o próximo passo é a identificação dos interesses e comportamentos do cliente, como:
· Qual a freqüência e a quantidade que o seu público-alvo compra o tipo de produto ou serviço que você está oferecendo?
· Onde costuma adquirir e qual o preço que paga?

Na seqüência, tente identificar o que os leva a comprar:
· O preço?
· A qualidade dos produtos e/ou serviços?
· A marca?
· Os prazos de entrega e pagamento? Ou o atendimento?

Por último, identifique onde estão seus clientes.

Determine o tamanho do mercado que sua empresa atuará: na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, no estado, no país ou mesmo em outros países?

Neste ponto, é importante fazer uma análise do seu negócio estar inserido na internet.
E o mais importante: seu público-alvo encontrará a empresa com facilidade?

CONCORRENTES
Com seu público-alvo conhecido e estudado, é hora de partir para o passo seguinte: análise dos concorrentes.

Observar a concorrência é fundamental, pois você será capaz de identificar as deficiências e as vantagens dela e determinar os possíveis pontos fracos e fortes do seu negócio, além de não cometer os erros que já foram cometidos por outras empresas do mesmo ramo de atividade que a sua.

Mas quem são os concorrentes? Os concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo ramo de atividade que você.

Um método interessante para se avaliar a concorrência é fazendo um quadro avaliativo comparando o seu próprio negócio com a concorrência, enumerando os pontos fortes e fracos relacionados.

Após fazer as comparações, é hora de tirar algumas conclusões:

· Você será capaz de competir com os concorrentes?
· Qual será seu diferencial?
· O mercado comporta outra empresa do seu ramo ou já está saturado?

FORNECEDORES
O terceiro item da análise de mercado é o estudo dos fornecedores.

Você deve iniciar essa análise, identificando quem serão seus fornecedores, onde se localizam, tempo para o produto chegar, frete, custos em geral e condições de pagamento.

Essas informações são importantes para determinar o investimento inicial necessário e algumas das despesas do negócio.

Para cada item, escolha três potenciais fornecedores e mantenha sempre contato com todos, independente de escolher apenas um para te abastecer.

Fazer pesquisa de preço facilita a coleta de informações sobre o que se deseja adquirir e aumenta as chances de tomar decisões mais acertadas.

É importante lembrar que alguns fornecedores exigem quantidade mínima de compra.

Autora: Tati Klebis – Jornalista, especialista em Administração e Marketing e consultora empresarial. Editora do blog Empresas S/A Fonte original: empresassa.com.br

Muito se fala sobre como algumas marcas têm alma, personalidade própria, arrebatam paixões e fãs pelo mundo inteiro.

Porque será que a Coca Cola é tão admirada e conhecida no mundo inteiro, porque uma Ferrari é tão cobiçada, ou porque aNike tem uma “tribo”?. Estratégia de marketing bem-sucedida? Boa distribuição? Excelentes produtos? Sim, tudo isso e muito mais… Elas têm identidade, algo que as destaca da multidão, que faz com que elas sejam reconhecidas e valorizadas como marcas diferenciadas. Gosto de dizer que elas têm uma essência que as define, e é disso que trata o Branding.

O Branding busca entender como estas marcas que chegaram ao topo se diferenciam, o que faz com que pessoas comprem seus produtos, recomendem a seus amigos, criem comunidades e blogs em torno delas. Pode ser uma forte característica de inovação, como o Google, ou uma “experiência única” como os ambientes acolhedores e funcionais criados pela Starbucks, ou um design fantástico como a Apple e seu Ipod. Mas não é só isso…se fosse, o mundo seria muito mais simples…

Todas estas marcas têm uma característica forte de diferenciação, mas também têm excelência na sua qualidade, distribuição eficiente, comunicação adequada a seu público, ou seja, tudo o que qualquer empresa que busque o sucesso deve ter. Mas estas empresas acharam seu “espaço único” no mercado, ao invés de fazer guerras de preço e tecnologia.

Não é fácil, mas estamos na era da informação, qualquer marca que busque o sucesso deve procurar a sua essência, aquilo que vá fazer com que consumidores usem camisetas com sua marca, comunidades e blogs do tipo “Eu amo SUA MARCA”, etc, e é disto que trata o Branding (veja mais sobre Branding aqui).

Fonte: MKT&Inovação

Muitas pequenas empresas tem sérios problemas na hora de colocar sua marca num ambiente digital, negócios que sempre existiram no “mundo físico” agora veem a necessidade de estar na internet: Bancas de jornal, padarias, serviços de bairro e ate pequenas empresas.

A primeira coisa a fazer é verificar se realmente sua empresa ou marca precisa estar na internet, e se você vai realmente ter tempo de utilizar e interagir com essa ferramenta. Se você, por exemplo tem um negócio e não tem tempo de olhar emails, responder mensagens e interagir com o seu público no ambiente digital, desista! Se vai abrir um novo canal de conversa com seu público, ele deve ser verificado sempre!
Outra coisa que precisa ser pensada é: A comunicação da sua marca/empresa esta preparada para interagir no ambiente digital? Sua empresa tem uma linguagem? Tem um estilo definido? Padrões de Cores e Tipologias?
Se não, antes de tudo é necessário que seja montada uma estrutura da marca, antes de pensar em sites, blogs, ou redes sociais.

Estrutura de Marca
Essa estrutura é a base de comunicação (interface) entre o seu trabalho e o receptor da mensagem. É a aparência geral de tudo que ele vai ver e como ele vai perceber a sua marca.
A estrutura se forma pelos elementos de marca. Logo, definição tipográfica, elementos, definições de cores e composições, etc.

Nisso incluímos a criação de todos os materiais gráficos dos quais sua marca irá se expressar e interagir com o público, como cartão de visitas, envelopes (se necessário), papel de carta (se necessário), assinatura de email, template de powerpoint (base para construção de uma apresentação) e etc.

A formatação da estrutura de marca na verdade compõe elementos que formam “regrinhas” para a composição de qualquer tipo de material gráfico, isso faz com que, por exemplo, quando você precisar desenvolver um folhetinho, um cartaz, em e-mail marketing ou qualquer material, você tenha unicidade na comunicação, ficando tudo num mesmo padrão gráfico.

Outra coisa que precisamos pensar é a “Estratégia” de transposição da sua marca para o mundo digital. Temos atualmente uma série de ferramentas disponíveis, cada uma delas tem vantagens e desvantagens quando comparadas entre si. É necessário que
sejam considerados vários aspectos como a sua disponibilidade para interagir com essas tecnologias, o grau de dificuldade que elas demandam e a abrangência que cada uma delas proporciona para escolher uma ou um conjunto delas que se relacionem
para formular sua presença digital.

Existem ferramentas puramente sociais, como o Facebook Twitter, e Blogs, existem sites construídos com base em Web 1.0 e sites construídos em base de Web 2.0.

Sites com base Web 1.0 são sites que servem puramente como um “folheto” virtual. Ele fica lá, acessível para todos e tem como função divulgar o seu “conteúdo institucional”. Hoje em dia sites com essa tipologia trabalhados de forma isolada dão um resultado menor, pois sem um investimento em divulgação seria como ter um “livro numa biblioteca”, você depende que o usuário te procure diretamente para que tenha alguma informação sobre você.

Ferramentas sociais como Facebook, Twitter e Blogs permitem que você disponibilize conteúdo, e através desse conteúdo envolva seus “seguidores”. O conteúdo ai disponibilizado de forma gratuita funciona como propulsor para que os usuários conheçam seus produtos ou serviços.

Sites com base Web 2.0 tem um conceito um pouco diferente, vem com a premissa da disponibilização de conteúdo e capacidade do usuário poder interagir, compartilhar e participar de forma ativa e também são estruturas de disponibilização de conteúdo institucional. Funciona como uma junção da estrutura da Web 1.0 com vantagens das ferramentas sociais. O Site com base Web 2.0 tem fácil atualização (pode ser atualizado por um usuário comum com conhecimento básico, sem necessidade de conhecimento avançado em códigos para atualizar seu conteúdo). Com isso o site com base Web 2.0 esta sempre em constante mudança em relação a seu conteúdo. Nessa tipologia de produto, o usuário pode buscar as informações de seu interesse através de categorias já pré-formatadas (TAGS) e selecionar seu conteúdo de leitura e interação.

Depois do site com base em Web 2.0 foram criados diversas variações como possibilidade do usuário interagir com o site de forma dinâmica, tendo personalização de páginas por usuário (com conteúdo único por usuário) até chegar na Web 3.0 que esta em desenvolvimento atualmente utilizando semântica, onde o conteúdo disponibilizado ao usuário é filtrado por base de comportamento, porém esses desenvolvimentos demandam investimentos altos e somente são utilizados por grandes empresas pelo altíssimo investimento nessas tecnologias.

Bom… agora que já descrevi em resumo as ferramentas, vou citar aqui abaixo quais seriam as possibilidades mais populares.

Página no Facebook.
Uma página no Facebook não tem amigos, tem pessoas que “curtem”, e com isso se associam a pagina, tendo o conteúdo disponibilizado aparecendo diretamente no mural dos seguidores.
É uma forma fácil, barata e leva informação ao seu público de forma direta e funcional.
Tem como vantagem ser a de atualização mais fácil, rápida e a que permite maior engajamento.
Essa seria uma mídia a ser utilizada para “Disponibilização de Conteúdo”, e através do conteúdo disponibilizado, os usuários iriam conhecer os seus produtos e serviços e entrar em contato.
A ideia de ter uma página do facebook é que você publique com alguma periodicidade artigos interessantes sobre as áreas que você trabalha, que envolvam o público e os incentivem a compartilhar a mensagens a seus amigos. Também é uma plataforma muito fácil de divulgar e disseminar links de outras matérias relacionadas a sua área ou notícias.
A publicação em páginas é tão fácil quanto escrever uma publicação num perfil de usuário comum do facebook e quando as pessoas “curtirem” sua página, receberam em seu mural todas as publicações efetuadas.
Qualquer um pode se associar com a página, e desvincula seu perfil (pessoa física) de relações profissionais… não existe limite de pessoas que podem curtir uma página.
Um ponto negativo é que seu conteúdo fica restrito a rede social, por exemplo, se você fizer uma publicação de um artigo e alguém procurar por esse artigo (ou por palavras relacionadas) no Google, por exemplo (meio mais comum de busca de informações atualmente), não vai achar nada. A pessoa só vai ver seu conteúdo se curtir sua página ou se algum de seus amigos compartilhar algo que viu na sua página. Outro ponto negativo é que existem poucas possibilidades de personalização. Outra desvantagem é não poder ter uma estrutura fixa para demonstrar conteúdo “institucional” de sua empresa. Essa informação pode ser colocada como uma publicação, mas não fica tão fácil de ser achada como num site normal.

-Vantagens: Muita Facilidade de Atualização, a informação chega diretamente aos seus seguidores. Proporciona compartilhamento de informação entre amigos e interação com o conteúdo. Tem baixíssimo custo de implementação e nenhum custo de manutenção.
-Desvantagens: Suas publicações podem “desaparecer” no meio de tanto conteúdo disponibilizado por tanta gente. Tem baixa atratividade estética pois é pouco personalizável. Seu conteúdo não é computado por sites de busca como Google e fica restrito a esta rede social.


Blog
O Blog é uma ferramenta de disseminação de conteúdo, foi criado para funcionar como um diário digital, onde as pessoas se cadastram ou entram para ler o conteúdo disponibilizado.
Nele você pode publicar artigos com conteúdo relevante e envolver o público para que conheçam seus serviços ou produtos.
Também é possível que o leitor interaja com a publicação, fazendo comentários e compartilhando o conteúdo em redes sociais.
Aqui temos uma possibilidade de personalização maior que o de uma página do Facebook, por exemplo. Podemos também criar categorias para que o público escolha o conteúdo a ser mostrado.
A disponibilização de conteúdo também é fácil, funciona como enviar um e-mail por webmail, um pouco mais complicado que uma publicação do facebook, mas ainda bem fácil. Tem também a desvantagem de não poder ter uma estrutura fixa para demonstrar
conteúdo “institucional” de sua empresa. Essa informação pode ser colocada como uma publicação, mas não fica tão fácil de ser achada como num site normal, embora pela possibilidade de criar categorias seja um pouco mais organizada que no facebook, por exemplo.

Nessa ferramenta as pessoas podem cadastrar um email e receber as atualizações diretamente em sua caixa postal, 1 vez por dia, por exemplo. Isso é uma vantagem em comparação ao facebook, pois os emails recebidos provavelmente serão lidos enquanto uma postagem no facebook pode-se perder em meio a outras milhares de publicações de páginas e atualizações de status dos amigos.

Essa ferramenta tem uma grande vantagem em comparação ao facebook, as informações armazenadas ficam disponível para buscar através de mecanismos como o Google, quanto mais particular o assunto, ele aparecerá em primeiro na busca, por exemplo se eu escrever um artigo falando sobre “as particularidades da procriação dos cachorros albinos da malásia” e alguém for no Google e pesquisar “Procriação cachorros malásia”, vai achar meu artigo em primeiro lugar…

-Vantagens: Facilidade de Atualização, a informação chega diretamente aos seus seguidores por email. Proporciona compartilhamento de informação em redes sociais e interação com o conteúdo. Conteúdo disponível para busca no Google. Tem baixo custo de implementação e nenhum custo de manutenção.
-Desvantagens: Tem baixa atratividade estética pois é pouco personalizável. Não é tão fácil de compartilhar a informação quanto o facebook, As pessoas tem que ir até o blog para ler ou cadastrar seu email para receber o conteúdo.


Site com base Web 1.0
O Site com base Web 1.0 funciona como um “folheto” da sua marca na internet. Demonstra todos os seus serviços mas não tem plataforma para disseminação de conteúdo constante, isto é: uma vez feito, vai ficar desse jeito por um bom tempo.
Por exemplo, você não pode publicar um artigo em seu site. Ele é feito somente para divulgar seus produtos e serviços, mostrar algum conteúdo e seus contatos.
Não permite interação do usuário de nenhuma forma. O usuário funciona de forma totalmente passiva, podendo apenas “ler” o conteúdo e entrar em contato por e-mail ou telefone.
É a forma como a internet foi criada e como a maioria das empresas trabalhava nos últimos 20 anos…
Permite alta capacidade gráfica. Pode ser feito em qualquer formato e esteticamente é a forma mais atrativa. Se o objetivo é apenas ter sua marca na internet descrevendo em detalhes seus produtos e serviços, sem disponibilizar conteúdo constante, é a forma mais indicada. Porém esta tipologia de ferramenta proporciona baixo engajamento do usuário, pois ele só irá procurar o site quando estiver procurando diretamente o produto ou serviço, nunca será levado lá por um conteúdo de um artigo e depois disso, se interessará pelo produto e serviço.
Como o conteúdo no site em si sera menor do que o conteúdo de um blog, por exemplo, ele aparecerá num “ranking” abaixo nas buscas do Google por exemplo. No Google quem tem mais conteúdo e mais acesso aparece na frente, por exemplo se no seu site tiver um descritivo de um produto, e um usuário no google procurar uma palavra do seu descritivo de produto, seu site será listado, mas la pela página 3000 do google… antes de você aparecerá todas as páginas que utilizam aquela palavra e que tem mais conteúdo, porem se o usuário fizer uma busca mais específica, que tenham varias palavras de seu texto descritivo de produto, provavelmente sua página aparecerá numa posicao melhor.
Nessa tipologia de site, a programação é muito específica, então cada vez que é necessário uma mudança no site, é necessário um webdesigner para faze-lo (a cada atualização, existe um custo)

– Vantagens: Baixo/Médio custo de implementação, alta capacidade gráfica, conteúdo disponível para busca no Google.
– Desvantagens: Pouco engajamento do usuário, menor “ranking” comparado ao blog, custo mensal de hospedagem (aproximadamente R$ 20 por mês), a cada atualização existe um custo. Não possibilita interação do usuário.

Site com base Web 2.0
Essa tipologia de ferramente une a possibilidade de disponibilização de conteúdo institucional dos sites com base web 1.0 com a possibilidade de publicações de artigos como um Blog dentro do próprio site, mantendo todas as características do blog de interatividade do usuário e compartilhamento de mídias sociais.

Permite menos flexibilidade na capacidade gráfica que o site com base web 1.0, mas mais opções que o blog em si. São também atrativos visualmente e são construídos sobre uma plataforma que permite alterações e criação de artigos pelo próprio usuário (com nível de dificuldade média), sem necessidade de um webdesigner.
Seu conteúdo é disponibilizado em ferramentas de busca como o Google e o usuário que entrar para ler um artigo, por exemplo, pode ver todo conteúdo institucional também. É uma evolução de sites com base web 1.0 misturados com ferramentas sociais.
Permite que uma publicação feita internamente no site, feita pelo próprio usuário, seja disponibilizada em outras ferramentas sociais como uma página no facebook.
Como esta página tem o conteúdo institucional + conteúdo gerado (artigos, por exemplo), ela aparecerá com vantagem em ferramentas de busca. Quanto mais conteúdo, mais exposição.

– Vantagens: Médio custo de implementação, média capacidade gráfica, conteúdo disponível para busca no Google com vantagem.
– Desvantagens: Custo mensal de hospedagem (aproximadamente R$ 20 por mês), exige conhecimento médio para atualizações do usuário.

Muito se fala sobre sustentabilidade, e muito além de ser um “assunto da moda”, é algo que gostaria de deixar minha opinião e considerações.

Sustentável vem da busca de um equilíbrio que lhe dê continuidade, é a qualidade de sustentável, que pode ser sustentado.
Ai inicia-se então a filosofia que todos estamos conectados e todos os tipos de ações tem consequências: os indivíduos, organizações, comunidades, meio ambiente, etc todos geram interação e sofrem consequências sobre os atos de todos, esse é o conceito de interdependência.

Queda de um mito. Sustentabilidade NÃO É (só) cuidar do meio ambiente.
Sustentabilidade em si sempre está aplicado a alguma coisa, geralmente o uso do termo se dá em relação a “desenvolvimento sustentável”, porém diferente do que muita gente pensa, a expressão está relacionada não tem ligação uma ligação direta com “cuidar do meio ambiente”, e sim de você proporcionar desenvolvimento baseado em pilares econômicos, sociais e ambientais. Por exemplo, falar que não se deve utilizar água numa indústria ou cortar árvores onde passaria uma rodovia por causa da “sustentabilidade” seria um uso totalmente incorreto do termo, pois não estaríamos analisando o problema de uma ótica maior, que seria a análise dos fatores econômicos e sociais e ambientais.
Por exemplo, uma empresa que dá bastante lucro, e que faz uma ótima exploração de recursos naturais, repondo ao meio-ambiente o que extrai, tratando do seu lixo e água, que promove ações de preservação ambiental e etc, mas que não registra corretamente seus funcionários ou não paga todos os impostos, não é sustentável, pois está lidando bem com os fatores ambientais e econômicos, mas não com os fatores sociais primordiais.

Na verdade a questão de sustentabilidade funciona como uma pirâmide triangular invertida, onde os fatores econômicos, sociais e ambientais estão em suas faces e busca-se o alinhamento da pirâmide. Esse conceito tomou grandes proporções e pode ser pesquisado como “Triple bottom line”

Sociedade do Consumo e Sustentabilidade.
Como então buscar a tal sustentabilidade numa sociedade como vivemos hoje? A resposta é simples: mudar a sociedade.
Vivemos uma nova forma de consumo, marcada pela oferta incessante de produtos e por uma demanda crescente.

Segundo Lipovetsky em seu livro “Os tempos Hipomodernos”
…”Cada vez mais, o consumidor busca nas suas compras, experiênciais emocionais, bem-estar, imediatismo, autenticidade e exclusividade”…
No Brasil, num país com a riqueza tão mal distribuída, a falta de entendimento do próprio termo e a falta de conhecimento do resultado que poderia ser gerado por empresas que adotam a sustentabilidade geram números interessantes:
Segundo Fabián Echegaray (Doutor em Ciência Política),…”Mais de 75% dos brasileiros acreditam ser muito relevante o desempenho sociambiental das empresas. Porém, somente 10% a 20% efetivamente se comportam dessa forma no ponto de venda, comprando ou deixando de comprar produtos de empresas em função de seu comportamento em relação à sustentabilidade”…

Quando então uma empresa pode-se dizer sustentável?
Uma empresa somente pode-se dizer sustentável quando leva em conta o equilíbrio dos 3 fatores. Por exemplo, quando consegue equilibrar a utilização de recursos naturais com o que faz em troca neste sentido, ao mesmo tempo que equilibra sua utilização de recursos sociais e equipara seus recursos econômicos. Muitas vezes é necessário abrir mão de certas margens de lucratividade (fator econômico) para investir em implementações no patrimônio humano (fator social), ou até mesmo planejar seu crescimento de forma mais lenta a fim de diminuir a utilização de recursos naturais até que haja um equilíbrio que proporcione crescimento sustentável.

Responsabilidade social empresarial.
É uma série de compromissos que a empresa tem com sua cadeia produtiva. Envolve clientes, funcionários, fornecedores, comunidades, meio ambiente, sociedade e governo.
É uma forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.

O instituto Ethos desenvolveu um “guia” com 7 itens que devem ser analisados no quesito sustentabilidade:

1. Valores, transparência e governança Diz respeito a valores e princípios éticos formam a base da cultura de uma empresa: como a empresa é gerida, seu código de conduta e de ética, seus valores e a transparência da organização.

2. Público Interno Não se limitar em respeitar o direito dos trabalhadores, mas investir no desenvolvimento pessoal e profissional, melhorar as condições de trabalho e estreitar relações com os empregados.

3. Meio Ambiente Não contribuir para práticas predatórias, promover conscientização ambiental, etc. 4. Fornecedores Estabelecer critérios de seleção e avaliação de fornecedores exigindo boas práticas, dividir com eles conhecimentos para ajudá-los a trabalhar de forma mais sustentável.

5. Consumidores e Clientes Garantir que os direitos dos consumidores estão sendo cumpridos, excelência no atendimento, atender às expectativas dos clientes, garantir o gerenciamento de possíveis danos de produtos e serviços.

6. Comunidade A comunidade fornece à empresa infra-estrutura e o capital social. Investimentos na comunidade são justos e minimizam conflitos.

7. Governo e Sociedade Envolve transparência política, a construção de cidadania, a participação em projetos sociais governamentais, etc.

E investimentos em sustentabilidade só dão prejuízo?
Não. Investimentos em sustentabilidade, além da continuidade saudável da organização, geram:
– Aumento da reputação de marca, valor intangível no patrimônio da empresa.
– Redução de custos com eficiência elétrica
– Diferencial competitivo em relação aos concorrentes
– Redução na utilização de materiais (por exemplo, embalagens menores)
– Implemento de sistemas de eficiência e diminuição de perdas de material
– Acesso a novos nichos de mercado (comprometidos a trabalharem somente com empresas sustentáveis)
– Incentivos fiscais

Fora isso a sociedade forma pressões através do governo, iniciativas privadas e organismos internacionais (ONU, OMC, etc) para que empresas invistam em Responsabilidade Social Empresarial, através de legislações (ambientais, trabalhistas, direito dos consumidores), reinvindicações de sindicatos, e a própria exigência dos consumidores.

Porém os investimentos em sustentabilidade não são feitos com o intuito de lucro sobre as ações e sim de uma implementação da empresa numa sociedade moderna.

Hoje existem pressões da própria sociedade sobre a não utilização de marcas que exploram trabalho infantil, utilizam testes em animais, sonegam imposto de renda, etc. A tendência é que essa percepção da sociedade se amplie e volta para as marcas a responsabilidade de ser correta e sustentável.
Por exemplo, você utilizaria um produto de uma marca que investe em seus funcionários, remunera bem os colaboradores, tem programas de aprendizado, creches, atua na comunidade, etc… ou vai comprar de uma empresa que não faz nada disso? Decisões como essa começa a serem decisivas aos consumidores na hora da compra.

Global Compact
Organizações multinacionais se reuniram em uma conferência da ONU em 2000 para discutir seus compromissos para o desenvolvimento sustentável, desse encontro se formou o Global Compact, que é uma série de ações para tornar a economia mundial mais sustentável, baseada em 10 princípios.

Direitos Humanos
1. Apoiar e respeitar a proteção dos Direitos Humanos internacionais.
2. Certificar-se de que suas próprias corporações não estão sendo cúmplices de abusos em Direitos Humanos. Direitos Trabalhistas
3. Apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva.
4. Apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho forçado e compulsório.
5. Apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil.
6. Eliminar a discriminação com respeito ao emprego e cargo.
Meio Ambiente
7. Adotar uma abordagem preventiva para os desafios ambientais.
8. Tomar iniciativas para a promoção de maior responsabilidade ambiental.
9. Incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis.
Anti-corrupção
10. Trabalhar contra todas as formas de corrupção, inclusive extorsão e propina.

Ponto Doce e Sustentabilidade
Fica então a dúvida, como investir na medida certa em sustentabilidade, garantindo um retorno na medida do investimento?
Existem estudos e estratégias que buscam o chamado “Ponto Doce”, que é a medida entre os interesses das empresas e os interesses dos stakeholdes, gerando novos produtos, serviços, processos, mercados, modelos de negócios, métodos de gestão e divulgação de informações.

Andrew W. Savitz no livro “Empresa sustentável: o verdadeiro sucesso é o lucro com responsabilidade social e ambiental” descreve bem seu resultado:

“Ao exercer suas atividades, as empresas consomem não apenas recursos financeiros, mas também recursos ambientais e recursos sociais. As empresas sustentáveis devem ser capazes de medir, documentar e reportar ROI positivo em seus três resultados – econômico, ambiental e social – assim como os benefícios recebidos pelos stakeholders nessas mesmas dimensões.”

Greenwashing

É um termo utilizado para designar um procedimento utilizados por uma organização (empresa, governo, etc.) com o objectivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma atuação contrária aos interesses e bens ambientais.
Em resumo… uma empresa que “vende” ser sustentável, ou verde, mas no final não é nada disso. Por exemplo, uma empresa que produz uma produto eletrônico de alta eficiência, mas que teve em sua composições materiais prejudiciais a saúde de seus funcionários ou fez uma extração ilegal de matéria prima.
Grandes empresas como hoje fazem um ranking das empresas que fazem Greenwashing tanto quanto fazem ranking de empresas realmente sustentáveis.

Sei que o tema é muito amplo e permite várias análises sobre como investir em sustentabilidade buscar esse retorno de alguma forma.

Logo publicarei novos artigos sobre o tema!
Henrique Lantin

O Licenciamento de marcas ainda é pouco conhecido pela maioria dos empresários, e ainda tem muito que se desenvolver em vários aspectos, porém é um mercado que movimenta um montante de aproximadamente 4 bilhões e meio de reais por ano. Existe muita discussão sobre o licenciamento aliado às estratégias e planejamento de grandes empresas e o retorno que se pode ter.

Vamos explicar o básico:

O que é Licenciamento:
Licenciamento é o processo de arrendamento ou locação de um ativo intangível, dentro de nosso contexto, ele pode ser uma marca, um personagem, um conceito ou qualquer outro elemento que é de propriedade de alguém que cede os direitos de utilização para outro, mediante negociação, durante um tempo e num território pré-estabelecido.

Como exemplo, quando você vai a um mercado comprar a Maçã da Turma da Mônica, ela não é uma maçã cultivada nas terras do Chico Bento, e sim uma empresa que fez um contrato de licenciamento com a Mauricio de Souza Produções, para utilização de sua marca contra pagamento de royalties, que são taxas percentuais sobre o valor do produto.

Quando falamos em licenciamento temos que lembrar que estamos falando de acordos firmados por contratos, recheados de cláusulas para serem seguidas onde estão descritas com detalhes a categoria de produto, o produto, o canal de venda, o tempo de venda, a distribuição, regras de utilização da marca etc.

Quais são as partes envolvidas no licenciamento?

O licenciamento é um contrato que em geral envolve 3 partes, License (a dona da marca), Licensor (empresa ou agente responsável pela comercialização, suporte e gerenciamento da marca) e Licensee (licenciado, empresa que vai colocar a marca em seus produtos). Isso acontece porque muitas vezes a comercialização da marca não é o core-business do Licensor, então ele nomeia uma empresa para atuar como seu agente, fazendo a venda, contratos e gerenciando o licenciamento de seu patrimônio (a marca para licenciamento). Em alguns casos, observando a grandiosidade desse mercado e visando melhoria no gerenciamento das operações, a própria dona da marca cria uma empresa ou departamento para atuar diretamente como Licensor, como é o caso da Disney, por exemplo.

Porque alguma empresa licencia um produto?
Uma empresa licencia uma marca quando precisa agregar valor ao seu produto, através dos valores explícitos por uma marca ou um personagem ou para estreitar seu relacionamento com determinado público. Além disso produtos licenciados vinculam a confiança que se tem à marca licenciada, acima da confiança que se tem no fabricante, aumentando seu valor agregado.

Por exemplo, se você é um fabricante de piscinas infantis, compete num mercado onde quase todas as marcas tem os mesmos atributos, competem em sua diferenciação por qualidade (que muitas vezes não é percebida pelo público), design, distribuição, preço e etc. A diferença de uma piscina infantil que custa 15 reais para uma que custa 25 reais é extremamente grande. Porém, se você tiver uma piscininha da Moranguinho que custa 50 reais e sua filha quer muito, você vai comprar. Não se levam mais em conta os fabricantes e muitos atributos comparativos não tem mais importância. Você confia na Moranguinho, sabe que “não deve ser de uma qualidade ruim” e compra. Nesse processo todo valor da Marca Moranguinho foi levado em consideração e não os atributos do fabricante em si, mesmo que, como acontece em muitos casos, pode ser o mesmo fabricante e até mesmo o mesmo modelo da piscininha de 15 reais que você havia visto.

Quanto custa licenciar uma marca?

Os investimento em licenciamento varia de marca pra marca e entre categorias de produto. Quando uma empresa faz um contrato de licenciamento, garante que será a única fabricante daquela categoria naquele território no prazo estabelecido. Os contratos de royalties ficam geralmente de 5 a 15% sobre o preco de venda e geram os chamados MG’s que são os Mínimos Garantidos. Esses mínimos são uma garantia para a marca licenciada que os produtos serão lançados dentro de uma determinada escala.

Por exemplo, no nosso exemplo das piscinas infantis os royalties são fechados a 12% com mínimo de 50 mil dólares, isso significa que se o licenciado produzir e vender somente 5 mil dólares em produtos, ele vai pagar royalties referentes ao mínimo (12% dos 50 mil = 6 mil dólares). Isso força o licenciado a produzir, no mínimo o montante registrado no contrato. Já se o valor produzido e vendido passar esse mínimo, o licenciado somente pagará o percentual sobre o valor comercializado (se vender 100 mil dólares, vai pagar 12 mil dólares de royalties).

Fora o valor dos royalties, existem outros pontos que devem ser considerados em relação a custos ao licenciar uma marca, como por exemplo a exigência de certificados durante seu processo de produção.
A maioria das marcas exige um certo protocolo com especificações e selos a serem seguidos. Os produtos precisam atingir certos padrões de qualidade para que sejam autorizados à comercialização.
Isso atua como segurança para a licença, garantindo um produto de qualidade que levará o seu nome, afinal, se você comprou um piscininha da Moranguinho e ela vier furada, você vai ficar decepcionado com a Moranguinho, e não com a empresa fabricante.

Porém devemos considerar mais um fato: Ao licenciar uma marca você esta utilizando o valor pago em royalties como investimento em marketing daquele produto, vai contar já com uma identidade de marca e produto estabelecida, anúncios e suporte em TV, internet, revistas e em complementos de linha com demais produtos que se integram. Quanto custaria construir toda essa estrutura para seu produto? Provavelmente mais do que o investimento feito em royalties.

Além disso os produtos licenciados funcionam dentro de outra tipologia de preço. A precificação em geral é bem acima dos produtos de marca própria pelo valor agregado que trazem consigo, afinal um caderno da Ferrari tem que valer mais do que um cadernos de uma marca qualquer, pois é um “Ferrari”.

Moedas de Troca. O que a licença fornece ao licenciado?

Em contrapartida aos royalties, a licença também tem obrigações em relação aos licenciados, ela oferece na verdade um cenário todo formulado para o consumo de seus produtos:

Definição estratégica de público: As marcas já tem definições precisas de target, resultado de pesquisas que demonstram a afinidade de determinados públicos àquela propriedade. Esse público já conhece, já consome e muitas vezes participa ativamente da marca, interagindo em mídias sociais, participando de eventos, etc.

Suporte de mídia: As propriedades fazem grandes investimentos em publicidade e no fortalecimento de sua imagem. Elas estão sempre nas revistas, TV, internet e tem a obrigação de criar o relacionamento principal com seu público. O consumo de produtos vira consequência então.

Suporte de marca: A propriedade fornece já um programa com diretrizes para desenvolvimento de produtos, demonstrando várias ideias de tipologias a serem trabalhadas, além de fornecer para o desenvolvimento os chamados Style-Guides (Guia de estilo). Os Style-Guides são guias desenvolvidos com o intuito de enriquecer a exposição da marca através do fornecimento de artes de alto impacto e de uma padronização na apresentação dos produtos para o público. Muitas vezes tem edições periódicas que são lançadas para levar novas artes para que o desenvolvimento seja sempre atual. Em marcas relacionadas à moda são lançados novos guias a cada estação (Primaver/Verão/Outono/Inverno), utilizando cores e elementos baseados em estudos de tendência e permitindo assim que o mesmo licenciado fique vários anos com a mesma licença, gerando produtos originais a cada estação. Quando falamos em marcas como Barbie, Moranguinho, Disney, Ben 10, Hot Wheels, etc que produzem grande quantidade de produtos de confecção, esse é um fator decisivo, pois poupa grande investimento dos licenciados na pesquisa de tendências. Muitas marcas também produzem material específico para datas comemorativas ou eventos que se identificam com o seu público como Natal, Halloween, Dia dos Namorados, Férias, Praia, etc. Outra parte importante em relação aos Style-Guides é o guia de embalagem. Nele estão fornecidos exemplos de todos os tipos de embalagem que podem ser desenvolvidas, já com definição de cor, onde está o logo, onde estão as informações legais e selos, onde está o código de barra, onde estão as imagens dos personagens e etc. Essa padronização faz com que ao vermos uma prateleira cheia de produtos de uma mesma marca (por exemplo, Princesas da Disney) pareça que tudo foi feito pelo mesmo fabricante. Todos da mesma cor, com o mesmo logo no mesmo lugar, com a mesma tipologia de foto, fonte, etc, afinal todos aqueles são produtos Princesas Disney.

E produto licenciado vende mais?

Ai então entramos dentro de um assunto muito interessante, a resposta ideal seria “depende de sua estratégia”, mas geralmente eles acabam dando um retorno em vendas bem interessante.
O resultado de um programa de licenciamento aplicado a um produto depende totalmente de decisões estratégicas, como a escolha da melhor propriedade para seu público e canal, desenvolvimento de um bom produto, que explore bem o universo lúdico trabalhado pela licença, e o cenário onde você esta atuando. Não adianta querer fazer, por exemplo, um relógio adulto masculino do Patati-Patata.
Em geral, quando bem escolhida a licença e produto bem trabalhado, o resultado de um programa de licenciamento reflete de 20 a 50% em vendas a mais do que um produto de marca própria, o que significa muito pois o produto licenciado permite uma faixa de lucratividade superior ao produto convencional.

Quais licenças existem disponíveis?
Segundo levantamento da ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento) existem hoje cerca de 550 licenças sendo comercializadas por mais de 80 licenciadores. As licenças são as mais variadas possíveis e envolvem todos os públicos que se possa imaginar.

O mais importante é que as licenças em si não significam os produtos dos quais representam, e sim o estilo de vida e os valores associados a eles. Marcas tem personalidade e elas pode se transformar em produtos com certa personalidade. Faça um teste mental veja como você consegue pensar num relógio “Ferrari” e pensar num relógio “Nintendo”, completamente diferentes. Um passa esportividade, luxo, sofisticação, status, o outro passa tecnologia, diversão, cores, etc.

Quais as tipologias de marcas existentes?

Existe o licenciamento de vários tipos de marcas:
– Personagens: (Barbie, Princesas, Hello Kitty, Turma da Mônica, Ben 10, Galinha Pintadinha, Patati-Patata, Angry Birds)
– Filmes/Séries: (Carros, Toy Story, Shrek, Harry Potter, Crepúsculo, Homem Aranha, Dexter, Kung-Fu Panda, iCarly, Victorious)
– Comportamento: (Harley Davidson, Coca-Cola, UFC, Ferrari, TNG, Hang Lose, Bad Boy, Ecko)
– Personalidades: Ana Hickmann, Luciana Gimenez, Ayrton Senna, Adriane Galisteu, Madonna, Maisa, Fiuk, Christina Aguilera)
– Times esportivos: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Santos, Fluminense, Vasco, Barcelona)

As marcas de personagem são mais utilizadas para o público infantil, tem reconhecimento fácil e tem uma durabilidade razoável. Algumas licenças como Bananas de Pijamas e Barney foram um grande sucesso, mas tiveram uma vida curta enquanto outras licenças como Barbie da Mattel continua firma e forte no topo das mais procuradas.

Filmes e Séries geram ações de licenciamento que geralmente são pontuais ou devem ser trabalhadas com um período curto e programado, como o lançamento de um filme, outras como Shrek conseguiram tanta notoriedade que não mais dependem dos lançamentos para serem sucesso, embora quando aliadas a um novo filme, tem sua força amplificada.
Licenças de comportamento são muito aplicadas a adolescentes e adultos, levam a marca como valores de um estilo de vida e tentam representar através de produtos os seus valores.
Licenças de personalidade exploram a figura pública de uma pessoa ou personagem e seus atributos, podem ser associados a bom humor, simplicidade, luxo, beleza, sofisticação, rebeldia e demais atributos que a personalidade em si oferece.
Ja em relação a times esportivos, é uma modalidade de licenciamento ainda pouco explorada, e quando aplicada se vê feita ainda de maneira muito precária e desconexa. É um mercado enorme, com milhões e milhões de fãs pronto para ser explorado, e se bem trabalhado poderia significar o auge do licenciamento no Brasil.

E licenciamento tem pontos negativos?


Tem, claro que tem!

O licenciamento tem muitas vantagens, mas como dito anteriormente, depende integralmente da definição estratégia dada a sua marca e produto. Com o licenciamento você poupa grandes investimentos de mídia, em desenvolvimento de produto, em divulgação e lança um produto para um público que já conhece e gosta da marca. Tem alto valor agregado e aumenta sua margem de lucro.

Mas você está vendendo um produto de uma marca que não é sua. Se no ano que vem, seu concorrente fizer uma proposta melhor à licenciadora da marca que você utilizou, ele fica com a marca, com o mercado que você conquistou e com todo o histórico que você proporcionou. Fora isso ainda existem outras questões como no caso de licenciamento de marcas de celebridades: se há um escândalo envolvendo a marca da celebridade que você esta trabalhando nos seus produtos, você vai ter um reflexo imediato em suas vendas. Por exemplo, a brasileira Jequiti vem investindo forte no licenciamento perfumes e cosméticos de celebridades como Madonna, Maisa, Fiuk e Christina Aguilera. Se houvesse um escândalo por exemplo, um caso de pedofilia associado ao Fiuk, os produtos todos iriam encalhar.

Para se informar mais sobre o assunto, confira o site da ABRAL e a Revista Licensing Brasil, focada no setor.
ABRAL: http://www.abral.org.br/
Revista Licensing Brasil: http://www.licensingbrasil.com/

Henrique Lantin

Quando falamos em inovação, tradicionalmente se pensa em algo que ninguém tenha pensado antes, algo realmente novo! O radical da palavra fica diretamente relacionado. Agora, pensar em inovação nem sempre significa novidade ao pé da letra. Em tempos de sustentabilidade, tudo o que podemos pensar sobre inovação pode passar pelo escopo da reutilização de ideias antigas. Pois mesmo que estas não tenham sido aplicadas, ou talvez não tenham atingido o objetivo que se propuseram, tem uma lasquinha de coragem, expertise, criatividade e INOVAÇÃO ali!

Muitas vezes as ideias são aplicadas sem uma preocupação com o planejamento. Sem a distinção de valores, de objetivos específicos para as ações. Poucas ideias saíram do papel e foram perfeitamente alinhadas sem um bom planejamento. Penso ainda que a pequena falange de ideias que chegaram lá teve uma genialidade tamanha por trás, que por si só já eram objetivas e planejadas. Mas estamos falando de gênios!

Muitas empresas têm em seu cerne uma característica muito presente de criatividade. Principalmente em tempos de internet, onde tudo se descobre rapidamente, compartilhamentos estão sendo feitos com a mesma rapidez que se lê um cartão de visita.

Desse modo, onde está a característica mais presente dessa empresa? Ela inova por tendência, porque existe uma grande pressão da concorrência e dos clientes para que os produtos ou serviços estejam sempre suprindo expectativas? Ou o padrão dessa empresa é inovar? A característica mais recente das startups espalhadas pelo mundo é estar à frente de todo mundo. Ter ideias criativas está dentro da sua missão e valores. Quero então propor um exercício simples de raciocínio, onde cada empreendedor, aquele que é portador da característica mais importante da cadeia de valor, a criatividade, possa pensar no seu método de inovação.

Empresas que se mantém no mercado há bastante tempo precisam se manter ativas, criativas e dentro do escopo de produtos e serviços que os seus clientes necessitam. Inovar nem sempre precisa ser relacionado a produtos ou serviços diferentes. Também podemos relacionar inovação a um processo importante ligado à entrega. Muitos dos maiores grupos internacionais de varejo estão ganhando cada vez mais mercado descobrindo o que os clientes querem: agilidade. Seus produtos muitas vezes são os mesmos, porém o atendimento e a garantia de entrega são seus principais ativos. Inovar significa buscar uma NOVA visão das coisas, retirar aquela fixidez funcional que compromete a relação com os clientes mais exigentes.

Segundo Kotler (2011), está acontecendo com a inovação o que aconteceu com o marketing há tempos atrás. Poucos profissionais estão preparados para inovar e utilizar-se de técnicas e metodologias de inovação. A inovação ainda é tratada como sinônimo de tecnologia, o que é um grande engano e uma visão muito limitada.

“Hoje a inovação, como ramo do gerenciamento, está subdesenvolvida […] quando uma empresa limita a sua abordagem ao departamento de pesquisa e desenvolvimento (P&D), ela perde o potencial criativo dos profissionais que trabalham em outros departamentos.” (KOTLER, 2011).

Para facilitar a compreensão sobre a dificuldade das empresas em inovar, o autor ainda cita sete problemas mais comuns, barreiras e restrições à inovação.

1. O que a inovação realmente significa?
2. Atribuição imprecisa de responsabilidade. Quem é o responsável pela inovação?
3. Confundir inovação com criatividade.
4. Falta de arcabouço. É muito difícil pensar em como fazer as coisas de maneira diferente enquanto elas realmente estão sendo feitas.
5. Falta de controle.
6. Falta de coordenação.
7. Falta de foco no cliente.


Qual é a diferença entre uma ideia e uma inovação? Resposta: a inovação oferece mais valor para o cliente. Ponto chave: atualmente é difícil inovar se não prestarmos atenção ao consumidor final.

É preciso estudar bem as características da empresa para poder estabelecer bons parâmetros na hora de inovar. É preciso pensar no futuro, olhar bem lá na frente e poder imaginar tendências. Desenvolver diversas linhas de raciocínio e planejar. Nenhuma empresa tem a receita perfeita para cada público. Mesmo porque o público a cada dia sofre novas influências e altera o seu pensamento. Cabe ao empresário estar constantemente atualizado no seu setor e ser capaz de chegar bem próximo do pensamento do seu cliente. A inovação está diretamente ligada à forma que fazemos as coisas. Podemos acertar ou errar, podemos entregar no prazo ou não. Podemos saber o que o nosso cliente quer ou não. Essa não necessariamente precisa ser uma escolha, mas sim um objetivo. Podemos estabelecer ações para que conheçamos cada vez melhor os nossos clientes, desse modo, podemos agradar cada vez mais.

Não existe cliente mais satisfeito como aquele que recebe em casa uma lembrança pelo seu aniversário. Clientes satisfeitos retornam sem ser convidados! Os clientes clamam por atenção, ao mesmo tempo, estão dispostos a substituir uma marca que atinja melhor esse objetivo. Inovar é pensar com a cabeça do cliente, entregar a ele o que ele estava pensando nos seus sonhos. Não estamos falando de reinventar a roda. Apenas um método simples de se colocar no lugar do cliente quando ele diz: – Você me entende? A não tão famosa “empatia” deve estar sempre presente entre empresas e clientes, onde uma escorregadela pode comprometer um relacionamento bem antigo. Essa coerência com ação e resultados é capaz de manter um cliente insatisfeito com a compra, pois ele entende o que acontece. Do mesmo modo que a empresa deve perceber a insatisfação e pode reparar prontamente esse problema, pensando sempre na melhora do processo para que nada parecido possa ocorrer novamente. Quando o problema é resolvido de forma satisfatória, e de preferência antecipada, – sem a necessidade de o cliente entrar em contato com a central de relacionamento – ao invés de termos alguém falando mal da marca, teremos um novíssimo cliente satisfeito fazendo boa publicidade a nosso respeito. E é sempre bom lembrar: publicidade é de graça!

Referência: BES, Fernando Trias de; KOTLER, Philip. A Bíblia da Inovação. Ed. Lua de Papel, 2011.

Artigo original: ideiademarketing.com.br

Nem sempre investir em novos canais de comunicação na empresa é a melhor solução para melhorar o fluxo de informações entre funcionários. Quando uma crise desponta na comunicação, é preciso antes de tudo analisar os problemas para entender qual é o motivo do ruído. Nesse caso, uma pesquisa é sempre bem-vinda. O que se percebe, no entanto, é que o foco do imbróglio está geralmente associado à maneira como a direção da empresa enxerga o setor de comunicação.
Não raro, falta à diretoria conhecimento da real importância da comunicação corporativa para disseminar boas práticas entre funcionários e, com isso, alcançar metas – que envolvem muitos cifrões. A desvalorização que paira no topo da administração é percebida pelos demais funcionários, que também passam a desqualificar as ações da comunicação.

Criou-se, no passado, uma imagem de que o setor de comunicação serve apenas para fazer o “jornalzinho”, elaborar festas, preparar apresentações, avisar de eventos e cuidar de datas comemorativas. Isso precisa ser mudado, pois não é a realidade: pesquisas confirmam em números como a comunicação ajuda nos lucros e no crescimento de uma organização (leia aqui).

Diante desse cenário, portanto, não há novo canal que consiga colocar ordem na casa. O primeiro passo é desenvolver um plano para que todos entendam a real atuação da comunicação por meio de um conjunto de ações pontuais. É fundamental, também, elaborar a política de comunicação (leia aqui). Sem esse pontapé inicial, a comunicação permanecerá à deriva – e a empresa também!

Fonte: stellacom.com.br

Quando falamos em Marcas de restaurantes, o leitor poderia imaginar que estamos discutindo o logotipo ou símbolo do restaurante que, aplicado na fachada ou cardápio, identifica seu estabelecimento. No entanto o significado da palavra Marca é muito mais abrangente. Não estamos nos referindo à identificação do estabelecimento e sim de sua personalidade que atribui, ou deveriam atribuir, características que o tornam interessante e único.

Para entendermos plenamente o conceito, distinguindo identificação de identidade, façamos a seguinte comparação. O que nos identifica?

Poderíamos dizer que perante o Estado somos identificados através de nosso nome, sobrenome, impressão digital, CIC, RG, etc. Mas somente estes dados nada dizem sobre quem realmente somos. Nossa aparência também contribui muito em nossa identificação, pois reconhecemos uns aos outros através de nosso rosto, altura, cor dos olhos, cabelos e pele. Ainda assim, nossas características físicas, determinadas principalmente por nossa herança genética, não é ainda suficiente para expressar nossa verdadeira identidade. Por isso mesmo, procuramos constantemente formas de demonstrarmos nosso jeito de ser e nossa personalidade. Podemos fazer isso de diversas formas. As mais comuns são o uso de roupas de um determinado estilo ou grife, cortes de cabelo, adereços como jóias, relógios, bolsas… Tentamos constantemente inclusive adequar nossa aparência para explicitar mudanças de humor e estilo de vida, bem como status social, cultural e financeiro. Ou seja, procuramos artifícios os mais diversos para expressar nossa personalidade de maneira a comunicarmos corretamente nossos valores, estilo, e gostos pessoais.

Com as Marcas funciona da mesma forma. Se realmente somos cada vez mais uma civilização visual, então cada vez mais precisamos expressar de maneira rápida e correta nossas características, diferenciais e qualidades. Se no passado as marcas identificavam apenas a propriedade, origem ou fabricante de um determinado produto, hoje seu papel é muito maior e está diretamente ligado à personalidade da empresa.

Da mesma forma que fazemos com nossas roupas e acessórios, as marcas devem procurar formas de expressar seus valores e personalidade. No caso de restaurantes podemos elencar, dentre muitas, quatro formas de expressão fundamentais: Arquitetura; Produto; Serviço; e Identidade Visual. Esta última sim representada principalmente pelo logotipo do restaurante.

A arquitetura na fachada e a logotipia são os pontos mais fortes da comunicação externa do restaurante. Ambos devem passar uma mensagem idêntica, clara e correta. Impreterivelmente criamos associações diretas destes elementos com a promessa de um serviço mais formal ou casual, de um preço maior ou menor, de um tipo e variedade de produto, etc. Portanto se nossa Marca promete erroneamente um padrão de qualidade, variedade, preço, ambiente ou serviço, que realmente não possui, podemos estar atraindo o perfil errado de clientes que não terão suas expectativas atendidas. Dentro deste cenário devemos compreender que é tão judicial ao negócio prometer mais do que é oferecido, quanto menos do que se tem à oferecer. Se no primeiro caso o cliente sai insatisfeito, no segundo, talvez nem chegue à entrar.

Claro que muitos estabelecimentos se tornam bem sucedidos independente de uma comunicação correta. Mas além de serem exceções, em tempos de crise como o período atual, não podemos nos dar ao luxo de exercermos apenas parte de nossa capacidade de comunicação e atração. Se em alguns casos as expressões da marca são totalmente incongruentes, em outras é necessário apenas uma breve intervenção. É o caso do restaurante Massa Fina, na Zona Sul de São Paulo, que ao encomendar uma nova identidade visual, já possuía uma forte e unificada personalidade aplicada corretamente em sua arquitetura, decoração, ambiente, produto e serviço. Como na maioria dos estabelecimentos, a personalidade do restaurante e de seu proprietário eram a mesma. Faltava apenas um novo logotipo adequado à sua comunicação.

Por outro lado um exemplo bem sucedido de reformulação total é o do restaurante QueroQuilo, que ao investir em um novo projeto de Marca, desde o desenvolvimento de um novo nome, logotipo e ambientação, gradualmente tem melhorado sua visibilidade e movimento. Como está localizado em um corredor de alta circulação e repleto de concorrentes, foi necessário evidenciar no logotipo a qualidade e cuidado que o restaurante possui na seleção e preparo dos alimentos oferecidos. Detalhes justamente não percebidos pelo consumidor padrão por estarem relacionados principalmente com a operação das cozinhas, compras e recebimentos.

Mas a melhor e mais econômica situação de todas ainda é desenvolver a identidade e a personalidade do restaurantes antes de sua implantação, principalmente se o projeto pretende ser formatado para mais de uma unidade ou para franquia. Nestes casos é imprescindível iniciar o desenvolvimento da personalidade da marca antes mesmo da seleção do ponto. Devemos ter em mente que a localidade influi diretamente na personalidade do restaurante. Um modelo de serviço e ambiente mais informal, por exemplo, pode se desenvolver melhor na Vila Madalena, do que nos Jardins.

Foi exatamente esta à situação da Cafeteria Il Barista que, buscando diretamente o público executivo, soube aproveitar sua localização junto ao Hotel Meliá na Chácara Santo Antônio para implementar um serviço Baristas, oferecendo cafés Gourmet em um ambiente sério e identidade visual com uma linguagem distinta e corporativa, sem no entanto abrir mão do charme e conforto desejados.

A questão principal é compreendermos que as mesmas regras de comunicação de marca que se aplicam à uma cafeteria diferenciada e sofisticada, funcionam da mesma forma em todos os demais setores de alimentação, independente do porte ou poder aquisitivo de seus clientes. Seja em um restaurante por quilo, pizzaria, fast food, ou mesmo à um simples bar.

Artigo original por Guilherme Sebastiany, retirado do site www.sebastiany.com.br

O mercado de licenciamento de marca brasileiro vem crescendo muito desde os anos 2 mil. Só em 2010 o mercado cresceu R$ 4,4 bilhões, de acordo com estimativa da entidade, com royalties de 6% a 14%. Em 2009, o valor movimentado foi de R$ 4 bilhões de acordo com a Abral (Associação Brasileira de Licenciamento).

De acordo com a Abral (2015), foi o ano que mais se faturou com produtos licenciados foi em 2015 com um total de 17 bilhões, seguido de 2014 com 14 bilhões e 2013 com 12 bilhões de reais. Há uma expectativa que 2016 cresçam 6% a mais que o ocorrido em 2015.

Mas o que seria licenciamento de marca? Como trabalhar com isso e quais os benefícios que este mercado tem?

Para quem não conhece o mercado realmente tem-se muito a responder sobre ele.

Primeiramente licenciamento de marca para a Abral (2015), é o direito contratual de utilização de determinada marca, imagem ou propriedade intelectual e artística registrada, que pertença, ou seja, controlada por terceiros, em um produto, um serviço ou uma peça de comunicação promocional ou publicitária.

Esse direito é concedido por tempo limitado em troca de uma remuneração, normalmente definido como um percentual aplicado sobre o valor gerado com as vendas ou a prestação de serviços que utilizam esse licenciamento.

O licenciamento também é considerado uma forma do licenciado adquirir uma nova propriedade intelectual que nesse caso são as novas marcas com objetivo de exploração comercial.

Outro ponto é que para o licenciamento ter sucesso é importante que a marca já exista, seja conhecida e consolidada. Porque facilita para ambos os lados do licenciante e licenciado trabalharem com ela. O licenciamento não trabalha com o processo de construção de marca em si. Ele auxilia no desenvolvimento das marcas já existentes agregando valor a elas.

Existem seis etapas para agregar valor a uma marca, veja a seguir:

1ª etapa – Percepção:
Verificar como os produtos estão sendo recebidos pelo público alvo, acompanhar o comportamento de consumo, a aceitação dele ou negação do mesmo através do monitoramento das ações de produto x marca.

2ª etapa – Questões Públicas:
Significa trabalhar a fundo no quesito de mapeamento sendo ele: geográfico, comportamento de consumo, captação do público que deseja alcançar, instituições que irão atenderos fornecedores, os clientes e outros. É ir a fundo e ir além do comportamento de consumo, realizar todo o levantamento e mapeamento geográfico e ter visão estratégica para atender o público que deseja e estar nos melhores pontos de vendas para o produto e para a marca.

3ª etapa – A Mensagem:
Entender como a marca deve se comunicar com o cliente ou o consumidor, quais instrumentos de publicidade ela irá utilizar para ficar claro a sua identidade, quais a mídias ideais para atingir em massa seu público de forma positiva, qual a identidade que ela irá ter e como ela passará isso aos colaboradores internos e externos também.

4ª etapa – Os Meios:

Ocorre da união das etapas questões públicas e da mensagem. Seria a hora de realizar todo um planejamento para colocar em prática as ações e conseguir atingir os resultados esperados.

5ª etapa – Questões Financeiras:
É verificar dentro do planejamento as possibilidades financeiras de executar cada projeto, o que seria viável e inviável, quais pontos serão abordados no primeiro plano para dar o input à marca e quais ficarão para um segundo momento, será solicitado empréstimo, como a empresa irá arcar com os recursos, terá colaboração financeira de parceiras, como irão arcar com os pagamentos dos eventos e ações de marca e marketing, etc. É uma etapa crucial em que realizamos todo um orçamento detalhado, levamos em conta o budget necessário e o que seria prioridade ou não para obtermos sucesso nesse primeiro momento.

6ª etapa – A Avaliação:
Nada mais é do que avaliar todos os resultados da marca atingidos: se superou ou não as expectativas de lançamento, se o plano de comunicação e marketing estava integrado, se as ações geraram devido interesse por parte dos consumidores, clientes ou colaboradores para saber mais sobre o produto, serviço ou marca, se a mensagem foi entendida por todos, se captaram a identidade da marca, etc. Nesse momento avaliamos todos os pontos positivos e o que deveríamos melhorar para corrigir as falhas e atingir o sucesso desejado.

Licenciar produtos envolve todo um trabalho que deve ser feito com as agências licenciadores que apresentam as marcas que intermedeiam todo o processo de fechamento de negociações com a empresa proprietária da marca.

Sempre que é fechado os contratos e ambas as partes estiverem de acordo com todas as condições colocadas é liberado um guide, que nada mais é do que um material similar a um brand book, que contém todos os conceitos dos personagens, desenhos, estruturas e medidas a serem seguidas. Ou seja, é a arte, e dentro dessa arte o licenciado pode escolher o que irá usar em seus produtos e se irá utilizar de alguma ferramenta de comunicação e marketing.

Caso o licenciado utilize algum meio de comunicação, seja desde as pequenas ações no ponto de venda a grandes eventos em loja para gerar um burburinho em épocas de lançamento, promoção ou liquidação de estoque, tudo deve ser previamente aprovado pela dona da marca.

Geralmente as donas das marcas costumam ser exigentes nesses processos de aprovação, primeiramente porque o produto final e as ações devem atingir as expectativas desejadas pela parte deles e do licenciado, para obter o devido sucesso almejado que muitas vezes seria: obter grande presença no ponto de venda de forma impactante e ser diferenciado, marcar presença da marca em grandes eventos como: LicensingShow que ocorre em Las Vegas e Londres, na feira Expo Licensing de São Paulo, nas próprias lojas dos clientes e em redes de shopping com a presença da personagem com a equipe de entretenimento.

As feiras e eventos são tipos de ações que podem trazer muitos benefícios às marcas, não só marcando presença, mas tendo maior visibilidade. É possível explorar atividades com o público e fazer as pessoas interagirem com a essência da marca e por ventura fazer com que elas adquiram os produtos em um ambiente descontraído e divertido para ser lembrado.

Um belo exemplo de marca que trabalha bem com esse tipo de ação é a PeppaPig, propriedade da Eone Entretimento de Londres. A agência que trabalha com ela no Brasil e em outros países é a Exim Marketing and Licensing. Esta personagem tem sua característica marcante, como família, divertida e engraçada. A porquinha está em diversos canais da TV e alegra a criançada por onde passa.

Essa personagem participa de diversos eventos um deles são as feiras escolares, onde ela passa nos stands das empresas que apresentam produtos com a sua marca como: cadernos, canetas, agendas escolares e muito mais. Outro tipo de evento que ela já participou foi nas livrarias Saraiva, onde sempre é feito algum tipo de oficina especial para as crianças e os familiares, utilizando revistas de colorir da Peppa, figurinhas e balões por exemplo. Esse tipo de evento alavanca as vendas dos produtos marcados nesse varejo desde livros, álbuns a brinquedos infantis e materiais escolares.

Outro exemplo que é possível citar é a presença do Toy Story da Disney no Shopping Mooca Plaza, PeppaPig no shopping Jardim Sul, Princesas Disney e animação Carros no Shopping Vila Lobos, Galinha Pintadinha São Bernardo Plaza Shopping, entre outros. Todos estavam marcando presença no Natal de 2015 com oficinas especiais. Essas oficinas são organizadas junto aos shoppings e apresentam diversas atividades que estimulam o aprendizado das crianças e a interação com pais e familiares. É possível também adquirir os produtos nas lojas credenciadas que costumam enfeitar as vitrines com os produtos das marcas, tirar fotos com os personagens e muito mais.

Todo o tipo de ação, se bem feita, pode trazer muitos benefícios às marcas, tornando-as cada vez mais vivas e reais, marcando a identidade de cada uma de forma que elas interajam com o seu público alvo e as tornem cada vez mais desejadas.

Importante ressaltar que acima foram citados alguns exemplos de marcas no setor de entretenimento infantil, mas existem outras marcas que trabalham muito bem do público jovem ao adulto.

Um belo exemplo é a marca Romero Britto do pintor brasileiro que se tornou um grande ídolo nacional e internacional sediado em Miami nos EUA. A marca é artística e toda a arte é aprovada e desenvolvida pelo próprio pintor. Por ser colorida, única e moderna consegue atingir em maioridade o público feminino, mas pega uma pequena parcela do masculino também.

Essa marca tem presença forte em todos os tipos de utensílios domésticos que possamos imaginar: em malas de viagens da Bennetton, cadernos e agendas da Tilibra, guarda-chuvas, etc. Já realizou ações promocionais com a Revista Caras, onde na compra de uma revista o leitor ganhava um aparato de cozinha sendo colecionáveis em material acrílico como: copos, canecas, pratos e outros.

A GM, empresa de carros mundialmente conhecida, também licencia seus carros, dentre eles Corvette, Camaro, Chevrolette e muitos outros. Sendo possível encontrar vários produtos com os carros: mochilas escolares, cadernos, brinquedos, livros, etc. Seu público é variado e consegue atender crianças, jovens, adultos e essa marca é focada na maioria das vezes para o público masculino.

Seus carros e símbolos de marca estampam muitos produtos, é uma marca forte, que remete velocidade, estilo e vem garantindo seu espaço em muitos pontos de vendas. A rede Inovathi de malas e bolsas que está há mais de 30 anos no mercado brasileiro apresenta essa licença e as bancas de rua costumam apresentar ações promocionais que na compra de um fascículo você ganha um carro colecionável.

Essas duas últimas marcas focadas para um público mais jovem e adulto se destacam muito nos pontos de vendas, trazem aspectos relevantes onde sua identidade fica muito clara e conseguem atingir o seu respectivo público alvo de forma positiva, muitas vezes superando as expectativas.

É possível afirmar que as marcas no setor de licenciamento causam um grande impacto e se diferenciam. Por outro lado, traz maior exclusividade às lojas podendo aumentar a demanda da oferta e procura muitas vezes por serem diferentes das marcas convencionais. Elas são mais fáceis dos consumidores associarem o produto à marca e de se fixarem na mente de cada indivíduo, é possível aproveitar a oportunidade de associar rapidamente o produto a um modismo, conseguem atender de forma mais adequada a determinados segmentos de público, são mais visíveis e possuem um DNA próprio.

Por outro lado, o setor de licenciamento exige muito com relação à qualidade do produto a ser colocado no ponto de venda, os processos não são tão rápidos, exigem certo planejamento para o produto ser lançado, há muitos estágios de aprovação de produto desde a liberação do guide, todas as negociações devem passar pelas agências de licenciamento que apresentam determinadas marcas e aprovadas previamente pelas donas das marcas como o caso da: Eone, Universal Studios, Sony e todas outras.

A LantinDesign trabalha com desenvolvimento de produtos, embalagens e ações utilizando licenciamento. Quer saber mais entre em contato conosco!

Artigo original de Priscila Carvalho Ferrari publicado no site: infobranding

Em caso de frustração, 49% das crianças exigem ganhar o presente desejado em outra data. Parcela de responsáveis atrasará contas de casa para conseguir atender pedidos

Com a crise econômica limitando os gastos do brasileiro neste Natal, os presentes mais modestos e as lembrancinhas devem ser os protagonistas deste fim de ano. Apesar do esforço dos pais em conter os gastos nesse período, as crianças podem reverter esse pensamento e motivar os pais a pagarem mais do que gostariam nos presentes. Cerca de 53,8% dos responsáveis admitem que seus filhos participam do processo de decisão das compras de presentes de Natal, seja em conjunto com os pais (40,5%) ou por decisão exclusiva das próprias crianças (13,3%), segundo um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Em 42,3% dos casos, os presentes são escolhidos unicamente pelos pais. A pesquisa revela ainda que entre as mães, é mais comum que a criança escolha sozinha o presente (18,4%, contra 8,6% dos homens), enquanto para os pais, a escolha compartilhada entre criança e adulto ganha espaço – 48,4% dos homens contra 31,9% das mulheres. De acordo com quase metade (49,1%) dos pais entrevistados, se o presente recebido não agradar o gosto do filho a frustração é compensada com a promessa de que a criança ganhará o presente desejado em outra ocasião.

Em 34,2% dos casos, os filhos ficam tristes e frustrados, mas logo se esquecem do pedido ou não pede outro presente no lugar. Há, no entanto, casos mais extremos: 0,9% dos pais ouvidos no levantamento relataram que, em situações assim, seus filhos geralmente choram, fazem birra e até chantageiam na esperança de ganhar o presente desejado.

O levantamento também mostra que para satisfazer a vontade dos filhos no Natal, com a compra de brinquedos e presentes, 6,1% dos pais acabam tomando atitudes extremas, como deixar de pagar alguma conta, sacrificando as finanças da casa. Entre indivíduos das classes C, D e E, o percentual sobe para 8,1%. Neste fim de ano, as contas básicas, como água, luz e telefone (2,9%), cartão de crédito (2,0%) e impostos de início de ano (1,2%) serão as mais atrasadas com essa finalidade.

Artigo original: https://www.mundodomarketing.com.br/index.php/ultimas-noticias/36996/filhos-influenciam-compras-de-natal.html

Desde a década de sessenta existe nos Estados Unidos a tradição da abertura da temporada de compras de natal, iniciada no dia posterior ao Thanksgiving (Dia de Ação de Graças).

Nesta data, as grandes lojas dão grandes descontos, geralmente entre 60 e 70%. Multidões então tomam as ruas, filas de quarteirões se formam na porta das lojas esperando sua abertura para aproveitar os descontos. Inclusive existe uma grande preocupação com segurança nestas datas, pois os consumidores chegam a entrar em conflito para conseguir as últimas unidades de produtos a preços promocionais.

Tradição norte-americana. Se a prática é saudável ou não, se o incentivo desenfreado ao consumo é feito de maneira ética ou não, não nos vale discutir. Isso já é parte intrínseca de sua malha cultural, as pessoas já esperam por isso e praticam o evento. Cultura muitas vezes não necessita de argumentos convincentes que explique sua existência.

Porém, é uma cultura norte-americana. Que nasceu, se transformou e se desenvolveu dentro da realidade daquele país. e de seu povo. Até que ponto esse tipo de convenção cultural se aplica a outras realidades?

O Brasil teve em seu processo de desenvolvimento e ate amadurecimento o hábito de se espelhar em outras culturas na realização de suas inserções culturais; também pudera, sendo um país que foi criado e crescido com uma mistura de raças, ideologias e crenças diferentes, não havia uma identidade genuína de sua essência. Então proclamava-se que o que era bom na Europa, devia ser também bom no Brasil, posteriormente o quer era bom nos Estados Unidos, deveria ser também bom no Brasil.

Mas o mundo mudou, o Brasil mostrou sua cara pro mundo e prova a cada dia ser uma nação forte, com cultura genuína, criada pelas entranhas de sua miscigenação.

Com argumentos culturais tão fortes, conhecidos pelo povo daqui, sua cultura e seus costumes, não temos nada que se aproxime deste evento norte-americano.

Talvez a corrida desesperada de compras antes do natal ou em datas como Dias das Mães ou Dia das Crianças, em shopping centers ou em praças de comércio popular como a Rua 25 de março em São Paulo (como deve haver mais centenas do gênero espalhadas pelo país), porém em sua essência diferem de maneira grosseira ao evento norte-americano.

Black Friday não faz parte da nossa cultura, nem ao menos comemoramos o Dia de Ação de Graças, como é feito por aquelas bandas. Realmente é válida a contaminação cultural sendo apenas mais uma data criada para incentivar o consumo?

O Empresariado brasileiro viu a oportunidade. Ha alguns anos já grandes redes utilizam o argumento do Black Friday como oportunidade única. 24h de preços incríveis! Pura falta de imaginação aliada a uma parcela de desonestidade das próprias empresas.

Desonestidade porque o empresariado, assim como o povo não tem a cultura deste tipo de evento. Suas projeções comerciais e todo seu planejamento culturalmente não comporta esse tipo de evento com uma grade de descontos dessa magnitude, então cria-se a mágica dos grandes descontos que não existem. Uma geladeira que custa R$ 1200,00 uma semana antes de evento sobre de preço para R$ 1900,00 para no “Dia mágico das promoções” sai com seu grande desconto, podendo ser comprada pelos mesmos R$ 1200,00 que estava na semana anterior.

O detalhe maior é que depois dos Black Friday as promoções ainda continuam, afinal ja estamos praticamente no Natal, onde as pessoas aproveitam seu 13º salário para compras (isso sim um argumento genuíno brasileiro, apoiado em nossa cultura e nossa forma de pensar!)

O que falta ao empresariado brasileiro na criação de movimentos genuínos, baseados em nossa própria cultura, com nossos próprios códigos culturais e relacionados a nossa maneira de pensar e agir? O Brasil é uma país fantástico quando pegamos como matéria prima seu folclore a ser trabalhado em relação emocional que leva as pessoas. Porque não aproveitamos esse potencial para criar nossos próprios movimentos? O brasileiro em si não sabe nem ao menos pronunciar “Black Friday”, porque esperar que pensemos da mesma forma que outras culturas?

Recentemente, ouvi do Professor Alan Dubner algo que para mim faz todo sentido dentro deste contexto: O Mundo hoje passa por um processo de transformação muito rápido, onde pequenos movimentos tomam força e grandes proporções, podendo levar a uma mudança na maneira de pensar e de agir de um grupo, podendo elejer presidentes ou derrubar velhos tabús. A disseminação rápida que a informação hoje trafega, seja por meios mais tradicionais ou por mídias sociais é espantosamente alta. Mas pra que as pessoas se sintam realmente engajadas e levantem a bandeira de um movimento, elas precisam se identificar com aquela causa, e para isso, no mínimo, ela deve ser genuína.

Falar de Black Friday no Brasil para mim soa como querer transformar a “Festa do Figo de Valinhos” em um evento praticado na Sibéria. Não faz sentido e, ser um evento só por ser um evento, passa a ser tolo e banal.

Deixemos que cada cultura tenha sua própria identidade, deixemos que o turismo faça com que os brasileiros que queiram aproveitar o Black Friday e que realmente se identifiquem com essa causa, vão buscar nos Estados Unidos sua realização ou comprem aqui pela internet e se beneficiem dos descontos reais que são dados por lá nestes eventos, da mesma forma que o povo da Sibéria que se identifique com a Festa do Figo venha para Valinhos viver essa experiência.

Movimentos genuínos geram engajamento! É disso que o mundo precisa!

Henrique Lantin